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O erro do goleiro

Atualizado: Mai 20

Por: Douglas Neso

A língua portuguesa, gramaticalmente nos traz através do dicionário Aurélio (1986, p. 679), que o erro é um “ato ou efeito de errar; juízo falso; desacerto, engano; incorreção, inexatidão; desvio do bom caminho, desregramento, falta.” Mas podemos encontrar diferentes conceitos sobre o erro, e embora todos saibam o que significa, não se encontra um padrão da ideia de erro com facilidade.


Portanto, trazer à tona que a interpretação de “erro” para alguém pode ser interpretado de uma maneira diferente por outra pessoa ou profissional é fundamental, pois pode determinar critérios de avaliação sobre algo ou alguém.


Geralmente errar é interpretado como fracassar, o que nem sempre é uma verdade.

Sendo o erro pluri facetado, cada um pode encarar de uma maneira e a visão de fracasso pode ou não estar certa. Mas é necessário reafirmar que o conceito de erro é decisivo no processo de aprendizagem e no processo avaliativo, pois pode ser encarado pelo educador/treinador/professor de diversas formas, tais como: punição, omissão, acolhimento e aprendizado.


Há na literatura um bom posto de vista em relação ao erro – e que isso venha nos ajudar a refletir – onde podemos entender o erro como algo não satisfatório, desde que tenhamos um acerto como forma de comparação, ou seja, um padrão a ser seguido; desta forma, entendemos que não há erro sem um padrão de movimento ou ação pré-estabelecido, pois o padrão do gesto ou ação nos permite deixar de lado a ideia de que, “defendendo, está bom!”.


Portanto, o que nos remete ao treinamento de maneira geral é que, se algum atleta apresenta uma ação a qual não demonstrou a aquisição de conhecimento sobre alguma ação técnica ou tática, ou não possui habilidade para tal execução, é usual verificar se tal comportamento tático e ação técnica está norteada por padrões que caracterizem o acerto, a exatidão e o perfeccionismo.


Embora saibamos que há importância de um padrão a ser seguido, é necessário entendermos que cada atleta possui sua individualidade, e esta deve ser respeitada na mesma magnitude que as diretrizes do próprio treinamento.


Sabiamente, Mário Sérgio Cortella diz que “a expressão ‘errar é humano’ não é uma justificativa, é uma explicação”, e sabendo disso, devemos atentar para que se aceite o erro como parte do processo de acerto, desde que o acerto esteja claramente estabelecido em todos os programas de treino, do contrário, o acerto pode ser apenas momentâneo.

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