• Rogger da Costa

"VIREI GOLEIRO PELA PREGUIÇA DE CORRER"

O jovem Andriy Lunin deverá ser mantido como titular no Real Madrid, que enfrenta o Shakhtar Donetsk pela Champions League, nesta quarta-feira, às 16h (de Brasília). Com apenas seis jogos pelo time merengue, o ucraniano, de 23 anos, terá a dura missão de substituir o lesionado Thibaut Courtois, grande herói na última conquista da competição.


Considerado um dos arqueiros mais promissores da Europa, Lunin começou no futebol como atacante, mas mudou de posição por causa da preguiça de correr em campos maiores.


"No futsal eu trabalhei muito bem, fiz muitos gols e tenho vários troféus de melhor jogador, artilheiro e melhor assistente. Mas em Kharkov, o campo era para futebol de 7 e não era para mim", contou ao jornal AS.


Depois disso, ele fez testes no Shakhtar, mas foi para a categoria de base do Metalist Kharkov. Depois, mudou-se para o Dnipro Dnipropetrovsk, no qual estreou entre os profissionais com apenas 17 anos.


Em 2017, foi para o Zorya Luhansk, no qual tornou-se titular incontestável. Com atuações que chamaram a atenção na Europa League, foi cobiçado por gigantes como o Liverpool, mas foi contratado pelo Real Madrid no meio de 2018. O arqueiro chegou ao clube por causa do brasileiro Juni Calafat, chefe do departamento de scout e de prospecção de novos talentos.


No entanto, Luinin não teve espaço no time principal e foi emprestado ao Leganés na temporada seguinte para ganhar mais experiência.


Em seguida, foi cedido ao Valladolid. No entanto, o ucraniano fez apenas duas partidas pelo clube presidido por Ronaldo Fenômeno. Isso irritou a diretoria do Real Madrid, que rompeu o contrato de empréstimo e cedeu o jogador ao Oviedo, no qual fez 20 jogos.


O arqueiro voltou ao Bernabéu em 2020 e precisou esperar para ter alguma chance. Ele pouco jogou e cogitou sair do time merengue em 2022 para ter mais espaço, mas resolveu permanecer após conversar com o técnico Carlo Ancelotti. Pesou também o fato de o jogador ter sido pai recentemente.


Lunin se destacou bastante durante a conquista do Mundial Sub-20 pela Ucrânia, sendo eleito o melhor goleiro da competição, com apenas quatro gols sofridos.


Desde então, foi convocado pela equipe principal, mas perdeu espaço com o técnico Shevchenko, que optou ter chamar goleiros com ritmo de jogo. Após a saída do treinador e a chegada de Oleksandr Petrakov, ele retomou a vaga na seleção nas últimas partidas pela Nations League.

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