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  • Rogger da Costa

TRÊS TÍTULOS, DUAS TEMPORADAS E AVAL DE DIDA: GOLEIRO TOM ENCERRA CICLO NO CAMPEÃO DE MALTA


“Duas temporadas positivas e de muitas conquistas”, assim se resume a passagem do goleiro Tom, de 32 anos, pelo Hamrun Spartans, encerrando o ciclo com o a equipe de Malta deixando, novamente, o time na disputa dos playoffs da Liga dos Campeões com mais um título nacional, que foi o décimo na história do clube e que lhe rende “uma estrela”, já que no país, um clube ganha uma estrela a cada dez títulos nacionais conquistados.


“Foram duas temporadas e três títulos, sendo dois da Liga Nacional e um da Supercup. Conquistamos nossos objetivos e jogar um playoff da Liga dos Campeões foi a realização de um grande sonho. Fiz parte de um grupo vitorioso e, junto a eles, conquistar 3 troféus com uma estrela histórica é incrível. Jamais esquecerei tudo o que vivi no Hamrun, a torcida apoia do início ao fim, passando sempre uma energia positiva para o campo”, diz o goleiro Tom.


Aval de “seleção brasileira” - História por história, quem tem muito a falar de Tom é o ex-goleiro Dida, goleiro de duas Copas do Mundo com a seleção brasileira, de Milan e grandes clubes no Brasil, como Cruzeiro, Grêmio, Corinthians e Portuguesa, exatamente onde a amizade começou. Treinador de goleiros do Milan, Dida fala sobre a amizade, as características de Tom e vê semelhanças entre os dois debaixo das traves.


“Conheci o Tom quando voltei para o Brasil para assinar com a Portuguesa após uma passagem de 10 anos pelo Milan. Foi um ambiente muito bom, de muita dedicação. Comigo, além do Tom, estavam também o Glédson e o Alex Gregório, treinador de goleiros. Quando vi esse goleiro alto e magro, percebi que tinha muito das minhas características: seguro, rápido e com boa técnica, sendo capaz de fazer incríveis defesas, também sendo comunicativo e se expressava bem com os companheiros. À época ele tinha curiosidade de jogar fora do Brasil, agora que já teve essa experiência, espero que permaneça no futebol europeu, talvez aqui na Itália, que agora reconhecem os goleiros brasileiros como um dos mais fortes do futebol atual”, diz o pentacampeão Dida sobre Tom.


Dida também fala sobre o que pensam os europeus, mais precisamente os italianos, sobre os goleiros brasileiros e quais características são analisadas para aqueles que trabalham, talvez, na posição mais ingrata dentro das quatro linhas, terem espaço no “calcio”.


“Passei um longo período no futebol europeu e sei que agora existe um grande respeito pelos goleiros brasileiros. A principal diferença é a nossa técnica, somos formados com uma técnica diferenciada e isso passa muita segurança. O futebol mudou bastante e o goleiro, hoje, tem que saber jogar com os pés, isso faz com que ele participe de forma mais ativa da fase de construção. Então, além de mostrar segurança, o goleiro tem que ser capaz de jogar com sua própria defesa, ter uma visão geral e mais profunda do jogo tático de sua equipe”, complementa Dida.


Planos para o futuro - Com o final da temporada do futebol no Velho Continente, o goleiro brasileiro quer curtir a família e estudar novas possibilidades dentro do futebol de Malta e da Europa. Com o histórico deixado no clube maltês, Tom diz que o fim deste ciclo traz uma sensação de “dever cumprido” com o Hamrun Spartans.


“O ciclo com o Hamrun se encerrou e agora é hora de buscar novos caminhos, continuar trabalhando forte aqui na ilha e curtir as férias de verão em Malta junto à minha família enquanto aguardo o mercado. Alguns clubes demonstraram interesse em me manter por aqui, mas nada confirmado. Quero relaxar e, ao mesmo tempo, me manter preparado para o próximo desafio, seja em Malta ou em qualquer outro lugar. Depois de todo o objetivo concluído, me sinto abençoado por Deus e com a sensação de dever cumprido”, finaliza o goleiro Tom.


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