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Quem foi o primeiro goleiro a usar luvas?

Atualizado: Jul 30

Um ótimo texto de Marcelo Duarte


“Fiz um grande achado recentemente na internet. Comprei um exemplar do livro “Who Invented the Bicycle Kick?”, dos jornalistas Paul Simpson e Uli Hesse, lançado em 2013. Simpson é editor da Champions, revista oficial da UEFA Champions League, e Hesse escreveu também Tor!, livro que conta a história do futebol alemão. Entre as diversas histórias curiosas, destaco a do primeiro goleiro a usar luvas. Os dois dão o crédito ao goleiro Heiner Stuhlfauth, que defendeu o Nuremberg e também a Seleção da Alemanha na década de 1920. O livro reproduz uma frase bem espirituosa de Heiner: “Quando estava chovendo, eu usava luvas de lã áspera e a bola molhada se prendia muito melhor nas minhas mãos. A vida me ensinou que não dá para pegar uma enguia com as mãos nuas”.”

Na mesma época, segue a obra, o espanhol Ricardo Zamora raramente entrava em campo sem luvas de lã, embora os autores acreditem que, no caso dele, se tratasse mais de uma vaidade. Zamora considerava as luvas parte de um modelo de etiqueta que deveria ser seguido pelos homens.


Stulfahth e Zamora foram seguidos depois por dois goleiros que ficaram famosos por usar luvas, nos anos 1940: o inglês Charlton’s Sam Bartam e o argentino Amadeo Carrizo. No River Plate, Carrizo, de 1,90 metro, dizia que as luvas eram importantes para absorver calor. Seus lançamentos com as mãos tinham a força e a precisão daqueles que faziam isso com os pés, proclamavam os cronistas esportivos de então.


Os dois não usavam o acessório o tempo todo. Há registros fotográficos de Bartam e Carrizzo com e sem as luvas. O goleiro soviético Lev Yashin, o “Aranha Negra”, trocou os modelos de lã pelos de couro. Depois da final do futebol nos Jogos Olímpicos de 1956, quando conquistou a medalha de ouro, Yashin presenteou o goleiro Petar Radenkovic, da Iugoslávia, com um par de luvas usado.


Nenhum modelo, porém, se espalhou com tamanha força como o usado pelo arqueiro alemão Sepp Maier nos anos 1970. Elas eram feitas de borracha e tinham um estofamento para proteger as mãos. Maier estava com uma toalha na mão e, ao tentar agarrar uma bola, percebeu que suas mãos tinham muito mais firmeza na ação. As luvas eram imensas. O goleiro colaborou com Gebhard Reusch, herdeiro da fábrica pioneira Reusch e, já em 1973, a empresa produziu uma luva própria para goleiros com o nome de Maier.”

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