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Quando foi “aceito” o GOLEIRO e por quê restringir sua área de jogo?

Atualizado: 1 de Jun de 2020

Para chegarmos até o aparecimento do Goleiro no futebol, é preciso que voltemos vários anos para entender um pouco mais da história do esporte.


Como sabemos, tudo começou na Inglaterra. O futebol elevou-se em popularidade na primeira metade do século XIX, mas naqueles dias primitivos as regras variavam de escola para escola, principalmente por causa das condições estabelecidas. Em cidades como Cheltenham e Rugby (conhecida por ser o lugar onde nasceu o esporte de mesmo nome), por exemplo, com seus campos largos e abertos, o jogo diferia pouco daquele que a plebe praticava. Um jogador podia tranquilamente cair no chão, ser “atropelado” por vários companheiros e se levantar da lama “tranquilamente”.


Contudo, nos espaços menores de lugares como Charterhouse e Westminster, essa dinâmica levaria a ossos quebrados. Por conta disso foi em locais assim que se desenvolveu a ação de condução de bola. Esse fato tornou ilegal – ou restringiu – que a bola fosse tocada com as mãos. Contudo, o jogo essencialmente envolvia dois times que tentavam levar a bola a alvos em lados opostos do campo.

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Somente em 1848 foram estabelecidas as primeiras “leis do jogo” unificadas, entre as universidades de Harrow, Elton, Rugby, Winchester e Shrewsbury, que ficaram conhecidas como “As Regras de Cambrige”.  Em 1862, foi criada a FA (Football Association, órgão que regula o futebol inglês).


Após a criação da FA, o órgão se dedicou a determinar o conjunto definitivo das regras do jogo e negociar as questões a respeito da condução de bola e uso das mãos. Porém, não funcionou muito bem. O debate entre as universidades citadas foi longo e furioso e apenas após o 5º encontro, no dia 8 de dezembro de 1863, carregar a bola com as mãos foi declarado ilegal. Neste momento houve a separação entre futebol e rúgbi.


Os primeiros Goleiros surgiram entre os anos 1865 e 1869, logo após a proibição do ato de carregar a bola com as mãos. Mas até 1869 ainda havia discussão sobre a aceitação da posição no esporte. Somente no ano de 1870 veio o reconhecimento e a aceitação universal do GOLEIRO. No início, o goleiro utilizava o mesmo uniforme dos jogadores de linha, sendo que a ideia de utilizar o uniforme em cores diferentes do restante do time veio apenas em 1909.

Leigh Richmond Roose

Entretanto, o goleiro não tinha uma área de atuação tão definida quanto hoje. Era permitido que ele conduzisse a bola como se fosse um jogador de basquete até o meio do campo. Após a linha do meio campo, nem o goleiro podia usar as mãos para tocar a bola. Um goleiro que ficou famoso por sua “condução extra-área” foi o goleiro do Sunderland, Leigh Richmond Roose, conhecido na Inglaterra como “O Primeiro Playboy do Futebol” (explicaremos isso em outro post).


Roose não era um dos atletas mais queridos pela FA – isso é uma outra longa história -, então, baseando-se nisso, em 1912, o órgão decidiu realizar uma mudança na regra, mudança esta que consistia em restringir o local do campo onde o goleiro poderia tocar a bola com as mãos. A medida da área passou por diversas modificações durante os anos e atualmente está estabelecida em 16,5m x 40,3m (aqui somam-se 16,5m para cada lado mais os 7,32 do gol).


Fontes de pesquisa:

Offline: A PIRÂMIDE INVERTIDA, Editora Grande Área. – Online: Google / Wikipedia / FootballAndTheFirstWorldWar.org

Agradeço à Bruna Frainer, que sugeriu algumas alterações no texto para melhorar a experiência de leitura.

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