• Rogger da Costa

Opinião: Futebol Feminino e a evolução das Goleiras

Atualizado: Mai 18

Gosto muito da modalidade, acho importantíssima a representatividade, ela atrai público. Atrai tanto que, segundo minha namorada, o Brasil x Jamaica, estreia da Seleção na Copa do Mundo 2019, foi a primeira vez que ela sentiu realmente vontade de ver e entender um jogo de futebol.

Mas por aqui é difícil de acompanhar, os campeonatos são pouco divulgados na grande mídia. A mesma mídia que questiona a falta de investimento é a mídia que não divulga o Brasileirão, estaduais e outras competições continentais.

E na raras vezes que divulga, são horários absurdos. Como exemplo, terça feira, 15h. Quem vai conseguir ir ao estádio? Quem vai ter tempo no meio da tarde para ir ao estádio durante a semana ou mesmo que seja ver em casa?

Mas vamos falar das Goleiras, elas são nosso tema aqui. A cada Copa e a cada Olimpíada, que é quando o grande público as vê em ação, fica nítida a evolução dessas atletas, estão cada vez melhores. São grandes saltos de qualidade no tempo entre uma Copa e outra, entre uma Olimpíada e outra.

Entretanto, essa evolução poderia ser maior e talvez mais rápida. A “culpa” é dos preparadores? Dos times? Não.

As que poderiam maiores, mais ágeis e melhores Goleiras são praticamente “empurradas” para outros esportes, como o vôlei, por exemplo.

Em muitas escolas o futebol é tido como “coisa de menino” enquanto vôlei e até mesmo o handebol são “coisa de menina”. Não é muito melhor você, na infância, preferir um esporte onde não haverá preconceito e “zoação” com você?

E até mesmo na categoria profissional, nesse ponto não se trata apenas de Brasil, as mais ágeis e mais altas atletas não estão no futebol e em curto prazo não estarão. Elas estão em esportes mais rentáveis, pois, por mais que ame o esporte, logicamente não faz sentido você ganhar X jogando futebol se pode ganhar XXXX jogando vôlei.

As “melhores Goleiras da história” vão surgir, assim como no aconteceu com os Goleiros, após o Futebol Feminino passar a dar condições para isto, não nos enganemos achando será “do dia para a noite”. Isto é um processo demorado a evolução em si é um processo que demanda tempo.

Na Europa, o crescimento de investimentos, patrocínios e remuneração já é realidade, talvez a “Melhor Goleira da História” troque outro esporte por futebol dentro de 10 ou 15. Talvez menos.

Mas e aqui no Brasil? Quando teremos maturidade e investimento o suficiente para que a nossa “Melhor Goleira da Historia” não vá para outro esporte? Ou melhor, quando iniciaremos o processo para que essa troca seja viável aos olhos de quem realmente importa, que são nossas Goleiras, nossas atletas?

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