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  • valdirbardi

O TRABALHO INVISÍVEL

Atualizado: 31 de jan.

Falar de treinamento de goleiros em si, e da posição de goleiros é algo que não se dá muitos créditos, se não for por algo que chame a atenção, então, pouco se liga. Alguns lembram da posição somente para erros, a lenda espanhola Iker Casillas já falava: "goleiro é como piloto de avião, só lembram de você quando você erra". Não me lembro se com essas palavras, mas era isso que queria dizer.


A verdade que posição que tanto nos dedicamos e gostamos por muitas vezes parece ter importância para nós mesmos, a importância de uma evolução, para muitos é obra do acaso, poucos entendem desse processo. Como podemos mudar isso?


Um esporte tomado pela emoção, durante a partida e alimentado de tantos outros pós-partida, nos faz entender que até nessa linha tênue o trabalho gera efeito, de novo de maneira invisível, somente captado por poucos que tem um conhecimento e se dedica a isso.


E até nisso não aparecemos ou devemos aparecer, o jogo é do jogador, podemos elevar seu desempenho, ou baixá-lo, dependendo de como conduzimos nosso trabalho, de novo, trazemos a palavra processo, e a importância de se acreditar no mesmo.


O objetivo do treinador de goleiros não está na notoriedade e sim no seu antônimo, o perfil do treinador de goleiros não é apara aparecer, às vezes acontece, mas não é a essência, essa essência é ajudar a melhorar desempenho em todos os momentos do jogo. Quantas vezes não conversamos com colegas de profissão e vemos todos com os mesmos problemas:


— Não somos ouvidos.

— Não dão a devida importância.

— Por muitas vezes somos excluídos, de reuniões e assuntos relevantes da equipe.


Dentre tantas outras, ainda assim o que fazemos? Trabalhamos, tentamos com o que temos de entregar resultados melhorando desempenhos.


Uma medida que tomei, por não aceitar essa invisibilidade, é de ter todos meus relatórios pós-jogo feitos, assim qualquer dúvida de quem for que seja, estamos abertos a discussões. Outro ponto é o treino se basear nos cenários do jogo, com relatório do analista, consigo ter um cenário e prever se vamos ser mais atacados de maneira natural, por transição, de que maneira isso ocorre nessa fase de jogo, quais são os pontos fortes e assim por diante.


Com a posse de bola, seguimos a ideia do treinador, nosso caso é de querer a bola a todo instante, para quando pudermos atrair, gerando espaços no último terço para atacar, de maneira mais direta, o que aumenta o grau de dificuldade, mas não impõe nenhuma limitação, de novo, o jogo é do atleta. Alguns exemplos abaixo:



Longe de querer notoriedade, isso não nos pertence, tenho comigo até que somos que menos devemos aparecer, agora respeito, inclusão devemos, sim, continuar buscando para continuarmos evoluindo e criarmos nossos espaços de trocas de ideias e buscar nossa evolução.


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