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O impacto da análise do adversário na semana de treinos dos Goleiros

Atualizado: Mai 18

Na era da informação, a análise de jogo chegou pra ficar. Mas como isso influência na posição do goleiro?

Antigamente, treinava-se o goleiro somente para defender a sua meta, a dinâmica era vazia. O foco eram somente os goleiros que compunham o elenco, somado de algumas funções específicas de bolas paradas ou peculiaridades para ajudar a própria equipe.

Bem como futebol, a posição de goleiro evoluiu. Indo mais além que todo o esporte para sermos mais exatos. Não à toa, regras e mais regras vem aparecendo para o público continuar matando sua sede de gols.

Mas como evoluímos com a análise de que modo ela ajude no dia a dia do goleiro?

Hoje, diferente de outras épocas, o treino baseia-se em dois pontos, o preparador de goleiros tem de saber onde seus goleiros precisam evoluir (1˚- Espaço de evolução). Não esquecendo de toda parte física, técnica, mental e  tática, durante a temporada em seu microciclo saber (Analisar/Estudar/Entender) como seus adversários se comportam na fase ofensiva, com bola rolando e em bolas paradas. Exemplo: se o adversário tem o costume de jogar com homem de área, sendo ele referência para bolas mais longas, a parte global do treinamento será de recriar situações onde o goleiro consiga sempre seguir esses passos:

  1. Estar bem posicionado para sair na bola.

  2. Ter o discernimento(tomada de decisão) para sair ou posicionar para o remate.

  3. Técnicas de saída de gol( Soco ou de segurança(punho).

  4. Comunicação, para que em conjunto evite que essa bola chegue com perigo.

Como ficaria então o microciclo baseando-se nas informações das Análises ?

Supondo que o jogo seja no sábado:

Segunda-Feira: Primeiro dia de treino após folga, intensidade baixa, trabalhando mobilidade e estabilização sempre de forma específica (forma analítica), antes de trabalhar com restante do grupo. Em média de 30-45 minutos específico.

Exemplo:


Terça-Feira: Segundo dia, já aumentamos a intensidade de baixa para moderada, ainda de forma analítica, o foco continua sendo a parte física, força de potência com estímulos de defesa do gol focando na parte técnica do treinamento. 40-45 minutos.

Exemplo:


Quarta-Feira: No terceiro dia, começamos o treinamento com transição da parte ofensiva, focando no nosso modelo de jogo, sendo esse treino focado em passes, domínio de bola, a curta e média distância. A segunda parte trabalhando no modelo global de treinamentos, estimulamos nossas fragilidades, situações de defesa da baliza, defesa de espaço, tomadas de decisões e percepção são os nossos em particular, intensidade alta. Tempo: 35-40 minutos.

Quinta-Feira: Dois dias antes do jogo, descemos a intensidade para moderada, seguimos o estilo global de treinamentos. Mas agora baseando-nos no adversário e suas particularidades ofensivas. Tempo: 30-35 minutos específico.

Como pré treino de sexta-feira é apresentado aos atletas, e de forma mais específica ao preparador de goleiros, todo o sistema ofensivo do adversário, bem como peculiaridades em bolas paradas, escanteios e pênaltis.

Sexta-feira: Um dia antes do jogo, mantemos a intensidade entre moderada e baixa, focando nas bolas paradas, como escanteios, faltas laterais, diagonais de ambos os lados, bem como faltas frontais de média e longa distância. Levando o modelo global, onde o atleta foca em tomadas de decisões. Sair ou não sair. Se sair, como sair?! Entre 25-35 minutos de parte específica, dependendo da necessidade dos goleiros da equipe.

Além de todo trabalho realizado no campo, ainda são realizados os pré-treinos como foco cognitivo específicos como percepção, tomada de decisão, velocidade de reação e coordenação óculo manual. Tudo variando com a necessidade e programação do macrociclo que seguimos.

Exemplo:


Como treinadores, é nossa função estudar/analisar os adversários e passar as informações de modo que conseguiremos usufruir de algo. Sendo melhor preparados para os jogos, os goleiros entram em campo sabendo o que o adversário provavelmente tentará. A análise contribui até para o âmbito mental, pois a confiança vai na bagagem junto com todo o trabalho realizado.

Ainda assim, há quem diga e pense que a preparação de goleiro é voltada somente para chutes ao gol. A preparação é todo um processo de muitos profissionais envolvidos, não à toa evoluem com velocidade que assustam aqueles que amam o futebol.

E vocês quais as linhas de trabalho que seguem? Seria interessante ouvir e discutir a respeito.

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