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O Goleiro de 7 idiomas

Atualizado: Mai 18

No último domingo, após o treino da seleção do Japão, no Estádio Independência, em preparação para o duelo contra o Equador, nesta segunda-feira, às 20h (de Brasília), no Mineirão, pela 3ª rodada da fase de grupos da Copa América, a assessoria dos “Samurais” se dispôs a ceder jogadores para serem entrevistados pela imprensa internacional.

O pedido dos repórteres, que não falavam japonês, era por um atleta que se comunicasse em algum idioma possível de ser entendido. E o escolhido não poderia ter sido melhor!

Minutos depois, surgiu o goleiro Eiji Kawashima, de 36 anos, e titular absoluto da equipe nipônica há anos. E o veterano deu um verdadeiro show, atendendo aos jornalistas em diversos idiomas, falando com enorme fluência e segurança.

Línguas, aliás, são a especialidade de Kawashima. Além do japonês, o jogador do Strasbourg, da França, se comunica perfeitamente em francês, inglês e italiano, e ainda controla os fundamentos do holandês, do espanhol e até mesmo do português.

A paixão pelos idiomas começou quando ele estava jogando no Kawasaki Frontale, um dos maiores times do Japão, e tentava dar o salto ao futebol internacional.

Quando seu agente, Tetsuro Kiyooka, disse que havia interesse de clubes europeus, ele começou a estudar inglês, italiano e francês (esta última acabaria sendo muito útil, já que ele foi contratado pelo Lierse, da Bélgica). Aprendeu rápido, tomou gosto pela coisa e nunca mais parou.

Desde 2012, aliás, Kawashima ajuda jogadores do Japão que querem aprender idiomas estrangeiros, sendo um dos embaixadores do programa “Pedra de Roseta” em seu país.

O projeto oferece gratuidade em softwares de ensino de linguagem, que atualmente são usados não só por praticantes de futebol, como também de outras modalidades.

“Sendo capaz de falar a língua do país em que você está morando o faz ser capaz de se expressar de maneira melhor e completa, o que ajuda a maximizar seu desempenho”, afirmou.

“Espero conseguir espalhar isso por aí, para que cada vez mais atletas japoneses possam melhorar suas carreiras através da evolução em suas habilidades linguísticas”, completou.

Além de ser um dos atletas mais populares da história do futebol japonês, tendo disputado Copas do Mundo e das Confederações pela seleção e vencido a Copa da Ásia em 2011, Kawashima ainda é muito popular fora de campo em seu país.

Amante da moda, ele é considerado um ícone fashion, tendo inclusive posado para capas de revista e servido de modelo para grifes como a italiana Ermenegildo Zegna.

Ele também já foi um dos patrocinados da Samantha Thavasa, marca de bolsas usada por muitas celebridades de Hollywood.

EM BUSCA DE CLASSIFICAÇÃO HISTÓRICA

A edição de 2019 é a 2ª em que o Japão participa como convidado, depois da de 1999, quando os “Samurais” foram eliminados na fase de grupos com duas derrotas e um empate.

Nesta segunda-feira, portanto, o time nipônico tem a chance de fazer história, conseguindo a classificação aos mata-matas. Para isso, basta vencer o Equador no Mineirão, o que já dá a vaga ao menos como um dos melhores terceiros colocados.

Questionado no último domingo sobre as chances do Japão vencer em Belo Horizonte, Kawashima prometeu que sua seleção fará de tudo para ganhar.

“Será um jogo muito difícil, porque eles (Equador) têm muito orgulho, como todos os times sul-americanos, e querem vencer os estrangeiros. Acho que teremos um bom desafio e penso que podemos nos classificar. Tentaremos fazer nosso melhor em campo”, afirmou.

“Veremos (se conseguiremos a classificação)… Primeiro, tentaremos dar nosso melhor. Penso que nossa prioridade deve ser fazer jogos melhores do que fizemos nas duas primeiras rodadas”, completou.

O arqueiro também comentou a polêmica gerada nos últimos dias pelos técnicos Eduardo Berizzo (Paraguai) e Rafael Dudamel (Venezuela), que desaprovaram a participação de Japão e Catar como convidados na Copa América.

Kawashima admitiu que a situação é um tanto “estranha”, mas agradeceu pela oportunidade de jogar o torneio da Conmebol, o que ajuda na evolução de sua seleção.

“Poderia ser realmente estranho de algum país de fora jogasse a Copa da Ásia, isso é fato. Mas tentaremos aproveitar essa oportunidade que nos foi dada. Raramente temos a chance de jogar contra os times sul-americanos, e agora temos que aproveitar. Tentaremos manter o foco para conseguir resultados cada vez melhores”, finalizou.

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