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Há 26 anos, Rogério Ceni iniciava sua história no São Paulo

Ontem foi dia 7 de setembro, data que se comemora Independência do Brasil.


E como de costume, todo ano, nessa mesma data, me vem à cabeça a imagem de um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro e mundial. O grande Rogério Ceni.

Pois foi no dia 7 de setembro de 1990 que o goleiro chegou ao Tricolor do Morumbi, clube pelo qual Ceni dedicou os 25 anos de sua carreira com muita paixão e extremo profissionalismo.

Rogério Ceni passou quase 7 anos como reserva de Zetti (o melhor goleiro brasileiro que vi jogar), até que teve a chance de assumir a camisa número 1 e construir uma história brilhante pelo clube “bem amado”, como diz o hino.

Pelo que me recordo, o primeiro jogo que assisti de Rogério Ceni foi em 1994, quando ele fez um excelente jogo contra o Corinthians, em partida válida pelas semifinais da Copa Conmebol.

O Tricolor entrou em campo com o famoso “time expressinho”, comandado por Muricy Ramalho, à época auxiliar técnico do mestre Telê Santana, e venceu o Timão por 4 a 3.

Foi a partir desse jogo que percebi que o São Paulo lançava ao cenário esportivo mais um grande goleiro.

Em 1997, Zetti sentiu que era o momento de deixar o clube do Morumbi e passar a camisa 1 ao jovem promissor.

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Zetti levantando a taça do Mundial


Sinceramente fiquei chateado, pois Zetti sempre foi o meu ídolo e eu não conseguia imaginar aquele São Paulo, que conquistou todos os títulos importantes que disputou, sem ele debaixo das traves.

Por outro lado, havia a curiosidade de saber como o menino esforçado e dedicado se sairia no posto de titular. Se alguém chegou a desconfiar, se enganou.

Logo de cara, Ceni mostrou muita técnica, explosão, velocidade, inteligência e muita, mas muita vontade de ser o novo ídolo da camisa das três cores.

Não demorou muito e Ceni já caía nas graças do torcedor, talvez até pela personalidade forte que chamava atenção.

Aliás, tanta personalidade, misturada ao amor pelo clube e à dedicação nos treinos, deu a Rogério Ceni a faixa de capitão e o posto de líder absoluto do clube.


Conquistou cerca de 26 títulos como jogador profissional pelo São Paulo Futebol Clube, dentre eles uma Libertadores da América (2005), um Mundial de Clubes (2005)  e três Campeonatos Brasileiros (2006, 2007 e 2008). Nas categorias de base foram mais três canecos. Prêmios individuais foram mais de 50, alguns deles até inusitados: é até hoje o maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial, com 132 gols.

É bem verdade que Ceni nunca foi uma unanimidade no Brasil. E não pelo aspecto técnico, mas pelo fato de ser um assumido torcedor do São Paulo, defendendo com unhas e dentes o clube que o recebeu na década de 1990, o que de certa forma irritava os torcedores rivais.

Mas não há como negar que Ceni foi um dos jogadores mais importantes que o futebol já teve e que de certa forma ele faz muita falta para o esporte bretão.

É, sem dúvida, o maior ídolo da história do São Paulo Futebol Clube. E em tempos de carência de ídolos que o nosso país vive, relembrar de Ceni é se render à nostalgia.

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