• Rogger da Costa

EX-MILAN JÁ DEIXOU BUFFON NO BANCO, MAS VIROU PIZZAIOLO APÓS CARREIRA AFUNDAR POR DOPING

Um dos goleiros mais promissores da década de 90, Angelo Pagotto não conseguiu fazer sucesso no futebol. Ainda jovem, viveu seu maior momento na carreira pela seleção italiana no título da Eurocopa sub-21 de 1996, quando defendeu os pênaltis dos astros Iván De la Peña e Raúl González, na final contra a Espanha. Seu reserva na competição era ninguém menos do que Gianluigi Buffon.


Em entrevista ao jornal "Gazzetta dello Sport", Pagotto contou como foi sua queda. Após recusar uma oferta da Juventus, ele foi para o Milan, mas fez apenas oito jogos em uma temporada, sendo reserva de Rossi.


Em 1999, o goleiro viveu o episódio mais polêmico da carreira. Quando defendia o Perugia, foi pego no exame antidoping por uso de cocaína.


“Naqueles anos ainda dava para evitar um teste de doping e, se eu tivesse consciência pesada, provavelmente o teria feito. Mas estava calmo, tanto que deu negativo no teste da semana anterior contra o Parma e também no teste da semana seguinte contra Pádua. Só no confronto entre esses dois jogos, depois de ter jogado contra a Fiorentina, testei positivo. Estranho... ", explica.


Esse episódio o marginalizou e o manteve afastado do futebol por dois anos. O goleiro poderia ter ficado seis meses fora, caso tivesse admitido que era culpado. Mas ele se recusou a fazer isso.


“Passou tudo, já não tinha amigos. Passei dois anos com a minha mãe no hotel que havíamos inaugurado. Ela acreditou em mim. Havia dias em que não conseguia sair da cama alternando com noites na discoteca. Eu tinha começado uma vida selvagem", afirmou.


"Quando percebi que a situação estava ficando fora de controle, olhei no espelho e me levantei. Não tenho vergonha de dizer que recebi ajuda, não poderia ter lutado contra a depressão sozinho", diz Pagotto.


Em 2007, ele recebeu outra punição por doping e abandonou o futebol. Aos 34 anos, ele pegou um gancho de oito anos.


“Fui para a Alemanha e trabalhei como pizzaiolo, cozinheiro, fiz de tudo...”, explicou


Agora, aos 47 anos, Pagotto volta a curtir o futebol como treinador de goleiros do Avellino.


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