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Do recorde negativo ao heroísmo. O doloroso caminho de Akinfeev

Atualizado: Mai 19

Herói ao defender dois pênaltis contra a Espanha neste domingo, o goleiro russo Igor Akinfeev virou o jogo em casa. Nascido há 32 anos na então União Soviética, o herói das oitavas de final sempre foi visto como um menino prodígio no país do goleiro Lev Yashin, o Aranha Negra. Embora seja titular do popular CSKA Moscou e da seleção desde muito novo, ele sofreu com críticas por falhas em momentos importantes e uma espécie de bullying devido a um recorde negativo na Liga dos Campeões.

Presença constante na equipe nacional desde 2006, quanto tinha 18 anos, titular em boa parte deste período e capitão nos últimos tempos, o goleiro cometeu dois erros grosseiros na Copa do Mundo de 2014. Logo na estreia, frangou no empate contra a Coreia do Sul na estreia e culpou um laser pela saída errada do gol no empate contra a Argélia.

– Peço desculpa pelo erro. Foi um erro infantil, e eu assumo toda a responsabilidade pelo gol – lamentou Akinfeev, em entrevista no Brasil.

Em março de 2015, passou por uma situação ainda pior. Contra Montenegro pelas eliminatórias para a Eurocopa, teve que ser encaminhado para um hospital depois de ser atingido por um sinalizador logo aos 13 segundos. A partida não foi interrompida devido ao incidente, o que revoltou o então treinador da Rússia, o italiano Fabio Capello.

– Eu quero agradecer a todos aqueles que torceram por mim. Eu me sinto bem agora. Sabemos que, infelizmente, isso acontece no futebol. Espero que nunca mais algo como isso aconteça em Montenegro ou em qualquer outro país do mundo de novo – disse Akinfeev, à época.

O bullying com Akinfeev foi feito por rivais do CSKA já que o goleiro ostentou um recorde negativo na Liga dos Campeões. Durante 11 anos, ele levou ao menos um gol em todas as partidas do time moscovita pelo torneio. Foram 43 jogos de novembro de 2006 a novembro de 2017. A sequência foi quebrada numa vitória por 2 a 0 sobre o Benfica, em casa.

Akinfeev passou maus bocados na Copa das Confederações de 2017. Na estreia, contra Portugal, saiu mal para cortar um cruzamento – uma de suas falhas mais recorrentes – e permitiu um gol de Cristiano Ronaldo. Pouco depois, fez defesas espetaculares em numa cabeçada de André Silva e num chute à queima-roupa do próprio Cristiano.

– O gol foi 80% minha culpa. Vamos trabalhar duro para não cometer mais erros estúpidos. A derrota é dura porque tivemos bons momentos no fim – explicou Akinfeev na ocasião.

Para alcançar uma vaga como titular na Copa de 2018, Akinfeev teve que convencer alguém que conhece bem da posição. O técnico russo Stanislav Cherchersov foi goleiro, e estava no banco de reservas na derrota para o Brasil na Copa de 1994. Certamente, o treinador não se arrepende da escolha.

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