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  • Rogger da Costa

DIBU E O DOMÍNIO MENTAL QUE DESTRUIU A FRANÇA NOS PÊNALTIS

A Argentina venceu a Copa do Mundo na disputa de pênaltis. No centro de seu desempenho estão os jogos mentais do goleiro Emi Martinez.


Martinez dominou os cobradores de pênaltis franceses, forçando duas falhas.


Nesse post, veremos uma análise quase que QUADRO A QUADRO dos truques do argentino que DOMINARAM os franceses:

Martinez preparou o terreno e dominou a grande área desde o início. Enquanto Lloris completava o cara ou coroa, Martinez caminhou rapidamente para a grande área, esperando Lloris chegar, como se estivesse dando as boas-vindas a um visitante em sua própria casa: “Você está na minha casa agora!”



Quando Lloris chega, Martinez inicia um aperto de mão. O mesmo com Mbappé.


Este é o estilo dele. Ele pode ser caloroso e amável no início, o que faz as pessoas baixarem a guarda, deixando-as mais vulneráveis quando ele ataca mais tarde. Essa ambiguidade faz parte de sua estratégia.



No início da disputa, as interrupções de Martinez são silenciosas e sutis. Isso provavelmente é para conhecer o árbitro e sentir até onde ele pode ir.


Com Mbappé, ele aponta para o árbitro a verificar a colocação da bola. O árbitro agradece gentilmente e responde com um 'valeu'.


Com Coman, Martinez pressiona um pouco mais forte, obrigando o árbitro a intervir educadamente. Mais uma vez, ele faz com que o árbitro verifique a colocação da bola e obtém uma resposta complacente.


Agora, Martinez sabe que comanda a grande área e pode começar a trabalhar.


Atualmente [e lamentavelmente] os goleiros raramente comemoram muito após as defesas de pênalti. Martinez é uma exceção. Pesquisas mostram que comemorações grandes e intensas sinalizam confiança, domínio e superioridade, afetando os companheiros de equipe positivamente e os adversários negativamente. Martinez valoriza o máximo sua defesa.



Quando Tchouaméni está vindo, Martinez está confiante no que pode e não pode fazer e está farto de ser sutil. Primeiro, ele simplesmente sai com a bola, como se fosse DELE. Enquanto o árbitro e Tchouaméni esperam, ele não tem nenhuma pressa enquanto levanta os torcedores argentinos para fazerem ainda mais barulho.


Depois, em vez de entregar a bola a Tchouaméni, Martinez lança-a para longe, obrigando o adversário a ir buscá-la. O desrespeito é claro e óbvio.


O árbitro não toma nenhuma atitude em resposta. Isso diz a todos QUEM tomou para si o controle da situação. Quando Tchouaméni está pronto, Martinez lhe dá um sorriso presunçoso.


Agora é a vez do jogador argentino Paredes vir pra cobrança. Martinez não é tolo e sabe que Lloris pode tentar e usar os mesmos jogos mentais contra os jogadores argentinos. Ele, portanto, rapidamente agarra a bola e a entrega para si mesmo, não dando a Lloris nenhuma chance de "participar da brincadeira".


Proativo e extremamente eficaz.


Com o quarto cobrador de pênaltis francês, Kolo Muani, Martinez primeiro parece se comunicar e gesticular com um membro da equipe na linha lateral sobre Kolo Muani. Então ele diz várias vezes “Eu observei você!”.


Agora, o cartão amarelo é inevitável, mas tarde demais, Martinez já venceu.

Os jogos mentais de Emi Martinez são grandes, imprevisíveis e calculados. Ele é o Maquiavel do futebol e estimulou outros a copiá-lo e a criar contra-ataques contra ele.


Com esta exibição no maior palco do futebol no mundo, estou curioso para ver como isso evoluirá daqui para frente.



Originalmente publicado no TWITTER

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