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China derruba veto a Goleiros estrangeiros

Atualizado: Mai 19

Atenção goleiros brasileiros: agora vocês também podem sonhar com um salário nababesco num clube da China. A Federação Chinesa de Futebol aprovou algumas mudanças para a temporada do ano que vem, e uma delas derruba a proibição da contratação de goleiros estrangeiros que vigorava desde 2001 numa tentativa de fazer o país revelar bons jogadores nessa posição.

Essa reserva de mercado não teve o resultado esperado, e os goleiros chineses costumam ser o ponto fraco das equipes. A média de gols do campeonato deste ano, disputadas 25 das 30 rodadas (200 dos 240 jogos programados), está em 3,14 por partida (a do Brasileirão é de 2,21).

Com a abertura para contratação de estrangeiros, é de se esperar que vários clubes da China invistam em goleiros – um jogador confiável nessa posição pode fazer a diferença. Pode ser um mercado interessante para arqueiros em baixa nos clubes (como foi o Japão para o ex-flamenguista Muralha) ou aqueles com idade avançada e pouco espaço para jogar – caso dos palmeirenses Fernando Prass e Jaílson, por exemplo.

Outras medidas importantes foram aprovadas para a próxima temporada na China, e abaixo há um resumo delas:

– Aumento do número de estrangeiros que podem participar de um jogo: Hoje cada clube pode ter quatro jogadores estrangeiros em seu elenco, mas apenas três podem assinar a súmula (para jogar ou ficar no banco). Com isso, em clubes com quatro estrangeiros (que são os jogadores mais caros do elenco) um deles não pode ficar nem no banco se todos tiverem condição de jogo. A partir do ano que vem continuará o limite de no máximo três em campo de cada vez, mas o quarto poderá ficar no banco e entrar durante a partida no lugar de um dos que começaram jogando. Além disso, os clubes classificados para a Liga dos Campeões da Ásia poderão ter cinco estrangeiros sob contrato.

– Fim da obrigatoriedade de escalar jogadores chineses sub-23: Em 2017 os times precisavam ter entre os titulares pelo menos um jogador chinês com menos de 23 anos. Para cumprir a regra, muitos técnicos escalavam um sub-23 e o substituíam antes da metade da primeira etapa. Nesta temporada, se entrarem três estrangeiros em campo devem entrar também três nativos sub-23. A partir de 2019 não haverá mais isso, e se os técnicos não escalarem ninguém dessa faixa etária não haverá problema.

– Playoff para o rebaixamento: Os dois últimos colocados entre os 16 participantes da Primeira Divisão serão rebaixados para a Segunda. E o 14º lutará por uma vaga com a equipe que terminar em terceiro lugar na Série B.

– Teto salarial: Essa medida ainda não está confirmada, mas é grande a chance de ser instituído um limite para os salários. Ficariam isentos dessa regra apenas os jogadores que atuem por seleções classificadas entre as 20 melhores no ranking da Fifa e que tenham participado de no mínimo 50% dos jogos internacionais nos dois últimos anos.

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