• Voa Goleiro

CBF deveria fazer premiação do Brasileiro Feminino na cerimônia do masculino.

Na tarde da última quinta-feira, dia 1/09, a Federação Paulista de Futebol (FPF) inovou e trouxe algo inédito para o futebol feminino brasileiro: A premiação do Campeonato Paulista Feminino 2016.

O evento – realizado pela primeira vez na história – homenageou o time campeão do torneio(São José do Rio Preto) e também as atletas escolhidas como Seleção da competição.A equipe do Santos (Sereias da Vila) vice-campeã estadual 2016  também recebeu troféu e medalhas do estadual.

Algo simples, mas que repercutiu muito bem nas redes sociais, sendo comentado por todos que acompanham de perto a modalidade.

EXEMPLO PARA A CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL

Este exemplo pode e deve ser seguido pela CBF. Um exemplo simples de valorização e exposição da modalidade que já deveria vir sendo realizado desde o início do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, há quatro anos atrás.

A instituição poderia negociar e fazer a premiação da competição feminina juntamente da badalada festa de premiação do futebol masculino. Um evento que contém mídia, atletas de renome do futebol masculino, dirigentes, e porquê não dar tal visibilidade e promover esse network para o futebol feminino também?

Ter jogadoras e jogadores no mesmo ambiente, passar vídeos dos gols mais bonitos ou lances mais bonitos do futebol feminino para que os jogadores também assistam e saiam dali dando entrevistas para a mídia comentando sobre o futebol feminino é uma forma simples de dar visibilidade e espaço às mulheres do futebol.

CAMPEÃO BRASILEIRO MASCULINO GANHA 10 MILHÕES DE PREMIAÇÃO

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF


De acordo com a colocação ao fim do campeonato, os times do Brasileirão têm direito a um valor que é dado do 1º colocado ao 16º que totaliza um valor total de R$ 35,8 milhões, pago pela Rede Globo. Em 2015 o campeão da competição ganhou 10 milhões de reais em prêmio e o 16º colocado ganhou 350 mil (fonte: CBF).

Com os 10 milhões de reais que a Caixa Econômica paga pela competição, mais os valores pagos pela TV pela transmissão dos jogos, acredito que daria facilmente para também pagar uma premiação aos clubes da competição feminina, em proporções bem menores, mas que estimulariam os clubes.

O QUE PODEMOS CONCLUIR É QUE…

Quanto mais visibilidade for dada ao feminino, quanto mais a modalidade andar ao lado do masculino, pegando carona na mídia, melhor para a modalidade.

A grande verdade é que muitas ações, algumas até simples como uma mera premiação do brasileiro feminino, precisam ser pensadas, desenvolvidas e EXECUTADAS para que um dia o futebol feminino tenha espaço e capacidade suficiente de andar com as próprias pernas. Mas, enquanto a modalidade for extremamente dependente de uma gestão (que hoje não existe) não podemos esperar muito mais do que as migalhas que são jogadas para o futebol feminino como se tudo fosse um grande feito.

Quem administra o futebol no Brasil precisa cuidar e gerenciar o futebol feminino. Como já disse antes, caso não queira fazer, deixe então que alguém faça, pois sem gestão o futebol feminino não irá crescer da forma e na velocidade necessária.

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