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A constante evolução do goleiro no jogo de futebol

Por Ricardo Belli.

O Goleiro não pode ser excluído da fase ofensiva do jogo. A literatura mostra que o jogo de Futebol tem vindo a ser analisado, preferencialmente, através das acções que emergem do processo ofensivo, sobretudo porque estas estão associadas ao que de melhor tem o jogo, ou seja, a concretização do seu objetivo operacional, o “gol” (Vázquez, 2012).

O goleiro sempre foi o sujeito responsável por estragar o maior prazer do jogo. Pela posição que ocupa é na maioria das vezes o último homem em baixo dos postes, o cara que tenta impedir que o adversário balance as redes.


Algumas pessoas que conversei, treinadores de goleiro, treinadores e outras pessoas do meio, quando faço essa afirmativa anterior e peço a opinião sobre determinado goleiro, me questionam, você quer saber a opinião dele como goleiro ou como jogador de campo. Confesso que fico um pouco confuso quando ouço isso, porém depois vem as explicações. Porque como goleiro que tem a obrigação de defender, ele é ótimo, fecha o gol, porém quando querem que ele jogue com os pés, que ele arme o time, aí ele não se sente muito a vontade.

Outro exemplo do que estou falando é quando algumas pessoas dizem que o Italiano, Gianluigi Buffon, apesar da idade, como goleiro é o melhor do mundo, porém o Alemão Manuel Neuer é o mais completo de todos os tempos. Parece contraditório?

Quando começo o texto falando sobre a fase ofensiva do jogo, claro não me esqueço da outra fase, a defensiva e dos outros dois momentos do futebol, o da transição do ataque para defesa e da transição da defesa para o ataque.

Entendo o futebol enquanto jogo, que não pode ser pensado de maneira fragmentada, mas sim de maneira global, acredito que uma equipe quando não tem a posse de bola deve se defender com 11 jogadores, com pressão alta, média, ou baixa (não importa), porém deve se organizar coletivamente nessa fase do jogo sem dispensar de nenhum jogador.

Já quando a equipe está em posse não pode ser diferente, 11 jogadores devem atacar o adversário. E isso claro inclui a participação do goleiro. Ou melhor, as equipes que não utilizam o goleiro de uma maneira “adequada” estão optando por não correr riscos, e também por excluir uma peça do seu exército na hora de construir uma jogada.

Sobre correr perigos durante uma partida, Pep Guardiola diz que não arriscar pode ser o maior risco. Na mesma linha, Jürgen Klinsmann ex-jogador e treinador da seleção da Alemanha, preteriu o consagrado Oliver Kahn por entender que o arqueiro Jens Lehmann daria mais condições para o jogar que pretendia ver na sua seleção. Principalmente porque este ex-goleiro do Arsenal tinha uma maior facilidade no jogo com os pés.


Ajude a questionar, criticar, pensar, refletir sobre essa temática, para uma melhora do nosso jogo, e um aproveitamento espacial maior. 11 atacam e 11 defendem. Não podemos abrir mão de nenhum membro desse corpo em nenhuma fase.

Vázquez, A. M. (2012) Fútbol. Del Análisis del juego a la edición de informes técnicos. A Coruña: MCSports.

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