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Melhor goleiro do mundo no futsal é brasileiro, mas não joga pela seleção.


O Higuita do Brasil na verdade se chama Leonardo de Melo Vieira Leite, tem 30 anos, e ganhou o apelido quando tinha apenas seis e já atuava como goleiro no Social Ramos Clube. A primeira semelhança foi de visual, e hoje não existe mais. Mas ficou a questão técnica de gostar de sair jogando.

“Eu já era goleiro, tinha cabelos compridos e saía do gol para jogar. Assim todos me acabavam parecido com o famoso Higuita e daí por diante todos do futsal me conhecem por Higuita. Me lembro muito bem dele, de ver jogos no começo da década de 90. Ele era muito louco! Mas me orgulho demais de carregar este apelido”, afirmou Léo em entrevista ao UOL Esporte.

Nesta competição na Colômbia, o brasileiro espera ter a chance de encontrar o ídolo. Mas não sabe se isso será possível. Até hoje, eles não tiveram nenhum tipo de contato. Além disso, a presença do Higuita mais famoso no Mundial é incerta.

“Tenho muita vontade de encontrá-lo aqui. Não sei se vai ser possível, mas seria um grande sonho! Espero também que a torcida se identifique com o seu nome. Mas tenho que jogar bem para que me apoiem”, disse o goleiro que atua com uma camisa apenas com o nome Higuita e também gosta de usar os pés.


A relação do brasileiro com o Cazaquistão é antiga. Começou em 2009, quando recebeu proposta e aceitou defender o Tuplar, da cidade de Astana. Depois de um ano lá, foi para o Belenenses (POR) e retornou em 2011 para defender o Kairat. Desde então, não deixou mais a ex-república soviética.

“Quando completei cinco anos no país, houve o convite para que eu me naturalizasse pois tinham ideia de iniciar um projeto para o fortalecimento da seleção. Então resolvi aceitar”, disse Leo, que jamais havia sido chamado para a seleção brasileira. A sondagem para defender a camisa verde-amarela veio apenas após receber o passaporte cazaque, o que o deixou em uma situação incômoda.


Cazaquistão e Brasil não dividem o mesmo grupo na primeira fase do Mundial. Um encontro entre ambos será possível apenas a partir das oitavas de final. Algo que Higuita gostaria bastante que acontecesse.

“Seria um momento especial demais para mim pois nunca enfrentei a seleção brasileira. Apenas pelo Kairat enfrentei duas vezes times do Brasil”, afirmou.

Além de Higuita, a seleção do Cazaquistão conta com mais três brasileiros naturalizados em seu elenco: Leo Mendonça, Everton Fontoura e Douglas Junior. O técnico também é do Brasil: Ricardo Sobral.

O país faz a sua segunda participação em uma Copa do Mundo e chega embalado pela terceira colocação no Campeonato Europeu em fevereiro deste ano. Em 2000, no Mundial da Guatemala, perdeu as três partidas que realizou.

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