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Futebol Feminino: Campeonato Brasileiro de Seleções?

A Associação Gaúcha de Futebol Feminino (AGFF) anunciou um plano de ações para desenvolver e fortalecer o futebol feminino do Rio Grande do Sul entre 2017 e 2018, e que provavelmente fortalecerá também o futebol feminino nacional.

O foco vai desde a formação de uma seleção gaúcha até a qualificação de categorias de base e adulto e implantação de 10 Centros de Treinamento específicos pelo Estado, o que seria algo muito interessante para o desenvolvimento da modalidade. Imagine se todos os estados tivessem algo assim?

Ainda, com a chancela da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), há intenção de criar a Copa Cone Sul de Seleções, com a participação de países vizinhos, uma iniciativa que conta com o apoio de 32 empresas investidoras para possibilitar que o projeto saia do papel e se torne realidade.

“O presidente da AGFF, Carlos Alberto de Souza, o Professor Neco, salientou o início de um ciclo de crescimento da modalidade: Estamos há dez anos trabalhando pelo futebol feminino gaúcho e agora chegou o momento de um grande crescimento, com investimentos e ações que colocarão o futebol feminino gaúcho em outro patamar” – (fonte: agff.club)

Essa é uma iniciativa muito importante para a modalidade com o apoio da Federação de Futebol do estado, o que pode vir a ser exemplo para outros estados.

Quem sabe as federações estaduais e até a Confederação Brasileira de Futebol acordem e entendam que o futebol feminino precisa de muito mais do que apenas uma seleção permanente para resolver os problemas da modalidade?

CAMPEONATO BRASILEIRO DE SELEÇÕES ESTADUAIS

Imaginem um Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, tanto adultas quanto de base, movimentando todo o país.

Uma oportunidade valiosa para profissionais mostrarem seu trabalho e também para que meninas sejam observadas de perto tanto por outros clubes de todo Brasil, quanto por uma comissão de avaliação das Seleções Brasileiras (CBF), podendo assim diminuir os precipícios que a modalidade possui, ainda mais quando falamos de observação de atletas e oportunidades de seguir carreira na modalidade. Motivação a mais para todos e para a modalidade!

O campeonato de seleções estaduais diminuiria também os buracos existentes no calendário do futebol feminino Nacional.


Depois de eliminadas, resta a clubes, profissionais e jogadoras continuar a ouvir de muitos em seu círculo social que futebol feminino não as levará a lugar algum até o dia em que desistirem do futebol pela necessidade de trabalhar e ganhar dinheiro deixando o sonho (que poderia ser sua profissão) de lado e carregando consigo a frustração de não ter chegado lá.

COMPETIÇÃO NACIONAL DE SELEÇÕES AJUDARIA DESENVOLVIMENTO DO ESPORTE 

Uma boa divulgação, parceria com empresas, apoio da CBF (estrutural e financeiro) seria muito interessante para o desenvolvimento do esporte além de auxiliar na quebra de preconceitos que as meninas sofrem nos seus estados, muitas vezes dentro das suas próprias casas.

Porque a grande realidade do futebol feminino no Brasil hoje é que ele dá futuro a pouquíssimas jogadoras e futuras atletas, tanto pela falta de investimento quanto pela falta de interesse das federações estaduais e pela ideia da CBF de que ela não tem nenhuma responsabilidade sobre o desenvolvimento da modalidade, sendo de sua responsabilidade cuidar única e exclusivamente das seleções (como se fosse um grande favor ao esporte e não seu dever como instituição).

Existem muitos outros problemas na modalidade, mas ações como a da  Associação Gaúcha nos dá esperança de, quem sabe um dia, ver o esporte mais desenvolvido e seus problemas sanados.

Um pensamento como este leva a necessidade de mais preparação e mais empenho no estado, tanto de profissionais quanto de atletas, pois é a oportunidade de se destacar, aparecer e ter algum reconhecimento, algo que é extremamente difícil no Brasil.

Os campeonatos estaduais ganharia mais qualidade, a formação de seleções estaduais movimentaria o calendário no estado pela necessidade de observação, convocação e treinamento, sendo uma grande oportunidade de nivelamento e lapidação destas meninas. Quem sabe até oportunidades de estudo com escolas e faculdades interessadas em oferecer bolsas para que estas meninas joguem por suas instituições de ensino. Aí já estamos falando de Desporto estudantil e universitário, algo que também precisa de muita atenção no Brasil. (Veem como uma coisa pode puxar a outra e ajudar a modalidade?)

Em nível nacional, o brasileiro de seleções poderia começar seu formato de modo regionalizado, chegando posteriormente a uma fase nacional de séries A e B, onde os melhores disputariam a próxima fase rumo à final, e as outras equipes continuariam jogando para definir ou um título simbólico ou a posição final da competição. Mais meninas jogando por mais tempo, em todo país, com um acompanhamento, observações e milhares de ideias surgindo tanto para a melhoria da fórmula da competição, quanto para sua promoção e divulgação.

Disso poderia sair uma série de combinações de competições regionais, além do brasileiro. Mais uma vez, uma ideia puxando a outra!

Esperamos que a Confederação Brasileira de Futebol veja com bons olhos a atitude a AGFF e da Federação Gaúcha de Futebol e amplie esse projeto à todos os estados, dando suporte real à modalidade e seu desenvolvimento, cobrando o papel de desenvolvimento do esporte das federações estaduais e tornando possível o crescimento da modalidade que hoje depende de eventos de quatro em quatro anos e depois volta a ser esquecido por quem assiste e por quem organiza a modalidade.

Mais mulheres em campo, mais oportunidades para a modalidade, mais interesse e motivação para atletas e profissionais, mais oportunidades de quebrar preconceitos e reformular conceitos e de mostrar que lugar de mulher é onde ela quiser e que o Brasil também é o país do futebol feminino. Basta que queiram ver acontecer!

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