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Afinal de contas quais os objetivos desejados para o futebol feminino brasileiro?

Ainda sonho com um Brasil onde possamos ver um planejamento nacional de uma Confederaçãode Futebol e onde exista também cobrança e fiscalização em cima das federações estaduais sobre ações obrigatórias e o papel dessas federações no desenvolvimento do futebol feminino!

Perguntas precisam ser pensadas e respondidas:

Qual o plano nacional de desenvolvimento de futebol feminino para os próximos 10 anos? Quais as metas nacionais, regionais e estaduais para o futebol feminino? Quais as obrigações das federações estaduais em relação ao futebol feminino? Quem fiscaliza ou deve fiacalizar as federações e os clubes? A quem os clubes devem recorrer para cobrar direitos? Os clubes que cobrarem serão retaliados? Quem dará respaldo às atletas sobre direitos e deveres?

Essas são algumas de muitas perguntas que ano após ano não tem resposta e que precisam ter, afinal enquanto não houver o que é básico não poderemos afirmar que estamos desenvolvendo a modalidade.

Hoje existem muitas lacunas em todo o processo, fato que faz com que algumas das ações desenvolvidas não alcancem os objetivos esperados. Na verdade nem conseguimos perceber quais os objetivos gerais pois parece que apenas temos uma competição e nada mais.

O Brasileiro feminino, desde seu relançamento, ainda não alcançou seus objetivos básicos que eram: desenvolver a modalidade e atrair público dos clubes de camisa do masculino para o feminino. E não irá alcançar enquanto não se pensar de forma mais abrangente em todas as questões relacionadas.

Não basta apenas fazer competições de não houver marketing.

Fazer marketing é agregar todas as funções e valores que fazem com que um produto ou serviço oferecido por uma empresa se torne atraente e possa ser adquirido pelo consumidor. O consumidor precisa se sentir atraído pelo produto, mas para isso é necessário planejamento.

Inclusive não me recordo de, ao longo destes últimos 5 anos, ter visto ser aplicado nada sobre plano de marketing ou mix de marketing (produto, preço, praça e promoção).


Se o futebol feminino não é visto como ou não é tratado como produto, provavelmente ele não tem um PLANO DE MARKETING. Se hoje existe algum, ele não está sendo eficiente.

Um plano de marketing é um documento escrito que detalha as ações necessárias para atingir um ou mais objetivos de marketing.

Para alcançar objetivos é preciso fortalecer a imagem do esporte e da competição frente ao seu público alvo. Mas quem seria seu público alvo hoje?

O público alvo deve ser primeiramente o brasileiro, um povo amante de esporte seja ele qual for e que com algo bem apresentado se aproxima e acompanha. Os investidores também devem ser outro alvo, mas para isso é necessário primeiro ter um produto bem pensado, bem apresentável. E existem uma série de outros fatores que se desdobram se formos indo à fundo.

E se um dos problemas do esporte feminimo é o machismo, por quê ainda não vemos ações de combate à isso?

O futebol feminino, se tratando de campeonato Brasileiro pode e deve ter muito mais. Mais patrocinadores, mais ações de divulgação da competição, dos jogos, da modalidade e ações de combate ao machismo utilizando a imagem de atletas e das equipes que disputam a competição fator que seria papel e obrigação de quem gerencia a competição.

Já quem gerencia a modalidade (CBF) deveria, a meu ver, ter como papel criar um plano nacional de desenvolvimento de 10 anos dividido iniciamente em duas etapas de 5 anos, cobrar federações estaduais e fiscalizar a modalidade. Além disso, se realmente a intenção é visão é desenvolver de forma real e sólida o futebol das mulheres no país, é fundamental se aproximar do Ministério do Esporte, Ministério da Educação, Ministério da Cultura, Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres e Conselho Federal de Educação Física para planejamento de  ações conjuntas para combater o machismo e discutir o papel de cada um na mudança ou dismistificação dessa construção social e cultural de que mulher não pode jogar bola, fato que está além do futebol e entra na cultrua nacional.

Apenas criar competições ou mudar formatos são passos pequenos lentos para a modalidade. É preciso pensar em tudo que afeta a modalidade de forma positiva e negativa, e em como solucionar as questõeses para alcançar objetivos.

E a questão toda é: Afinal de contas quais os objetivos desejados para o futebol feminino brasileiro?

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