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A história de Keylor Navas

Assim como muitos dos grandes jogadores brasileiros que conhecemos, Keylor Navas veio da periferia, mais precisamente de San Andrés, San Isidro de El General, na Costa Rica. Desde de criança, apresentava atitude e não se assustava com chutes e quedas e apresentava personalidade forte. Era claro para todos que Keylor tinha várias características para se tornar um bom goleiro, mas ainda lhe faltava uma dita como importante… a estatura. Em compensação, Keylor tinha muita potência em suas pernas e seus saltos eram efetivos no alcance das bolas chutadas.

Na sua adolescência, teve a oportunidade de ir para o Deportivo Saprissa, um dos principais clubes da Costa Rica. Ainda jovem, Keylor se viu de mudança para a cidade de San José. Pela distância de sua casa, amigos e de tudo o que havia vivido, o garoto quase desistiu do sonho, mas quando voltou a San Andrés, encontrou apoio e incentivo de seus próximos, o que o fez voltar e seguir em frente.

Com sua forma de treinar, sua condição física e seu psicológico forte, Keylor se destacou e aos 18 anos teve sua primeira chance na equipe principal, substituindo o goleiro da seleção da Costa Rica, José Porras, contra o A.D. Carmelita. O Resultado? Vitória por 2×1. Foram 6 títulos nacionais consecutivos e um desejo antigo volta à tona… jogar na Europa.

Conejo, goleiro da seleção costarriquenha da Copa do Mundo de 1990, na Itália, com uma história vitoriosa no Albacete, abre as portas do clube para Keylor, que agarra a oportunidade. Mesmo chegando com status de goleiro jovem, de planos futuros, o goleiro conquistou espaço nos 11 titulares logo no começo da temporada. Mesmo com uma grande temporada do seu goleiro, o Albacete cai para a 2ª divisão e por uma cláusula contratual, Keylor não pode disputá-la. Rapidamente, o Levante, recém promovido à divisão principal investe 150 mil euros na contratação do goleiro.

Um teste de paciência para Keylor. No elenco do Levante havia Gustavo Munúa, goleiro experiente na 1ª divisão espanhola e líder do elenco. Após mais de um ano, o escândalo da “mala preta” na entrega do resultado no jogo Dep. La Coruña x Levante faz com que Keylor tenha sua primeira partida titular na 1ª divisão, contra o Barcelona, um doloroso 7×0. Após esse jogo, Keylor evolui a cada partida, com defesas fantásticas, esbanjando velocidade de reação e recebe o título de Goleiro Revelação da Liga.

A Copa do Mundo 2014 no Brasil se inicia.

A Costa Rica cai no grupo da morte e com grandes exibições do seu goleiro e ataque eficiente, se classifica líder do grupo para as oitavas de final. Nas oitavas, empate por 1×1 e na disputa de pênaltis vence a Grécia por 5×3, com Keylor defendendo o último pênalti, o pênalti da classificação. Nas quartas, a Costa Rica cai, também nos pênaltis, para a Holanda 0x0 no placar, 4×3 nos pênaltis. Fim de Copa para a Costa Rica, início de um sonho para Keylor Navas.

A impressa entoa “Keylor Navas no Real Madrid” e em questão de semanas o goleiro é apresentado. Um ano inteiro na suplência de Iker Casillas. Após esse período, quando tudo parecia estar caminhando para a hora de Keylor, o Real Madrid tinha outros planos. Uma negociação de troca do costarriquenho, pelo espanhol De Gea, do Manchester United. Navas se viu no aeroporto, aguardando um telefonema para embarcar para a Inglaterra na última hora da janela de transferências. A papelada da transferência não chega a tempo, definindo a negociação como cancelada. Muitos se desmotivariam com a situação decorrida. Keylor não. Keylor fica. Fica para ser titular. Faz mais uma bela temporada, com média de gols sofridos abaixo de 1 por jogo, vice-campeão espanhol e campeão da Champions League. E agora que venha a Copa América, trazer novos episódios na carreira vitoriosa do grande goleiro que é Keylor Navas.

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