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“À la Fábio”: relembre goleiros que pegaram três cobranças em disputa por pênaltis

Atualizado: Mai 19

Defender três cobranças em uma disputa por pênaltis é feito para poucos no futebol. E o goleiro Fábio, do Cruzeiro, entrou para essa seleta lista ao ser o herói da equipe na vitória por 3 a 0 sobre o Santos, nas penalidades máximas, depois de derrota por 2 a 1 no tempo normal. Ao pegar os chutes dos santistas Bruno Henrique, Rodrygo e Jean Mota, o camisa 1 fortaleceu seu status de ídolo do clube e colocou a Raposa nas semifinais da Copa do Brasil. Vem, então, a seguinte pergunta: quantos goleiros conseguiram tal feito? Responder com precisão é praticamente impossível, tamanho o número de competições profissionais existentes no mundo, mas o Superesportes pesquisou alguns casos e elaborou a lista abaixo:


Danijel Subasic – Croácia Nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, o goleiro croata Danijel Subasic pegou os pênaltis cobrados pelos dinamarqueses Eriksen, Schöne e Jorgensen, ajudando assim sua seleção a vencer por 3 a 2, depois de empate por 1 a 1 no tempo normal. A Croácia passou também por Rússia (quartas) e Inglaterra (semifinal), porém foi derrotada pela França na decisão, por 4 a 2.


George Chigova – Zimbábue Pelas quartas de final da edição de 2018 da Copa COSAFA, torneio anual para as nações da África Austral (parte sul do continente), o goleiro George Chigova, da Seleção de Zimbábue, segurou três pênaltis de Botsuana e ajudou sua seleção a vencer por 3 a 1. Na semifinal, Zimbábue passou por Lesoto, também nas penalidades máximas, e venceu na decisão a Zâmbia, por 4 a 2.


Martín Silva – Vasco O Vasco quase deixou a classificação para a fase de grupos da Copa Libertadores de 2018 escapar. Depois de vencer em São Januário por 4 a 0, a equipe carioca perdeu para o Jorge Wilstermann, na Bolívia, pelo mesmo placar. A vaga, então, foi decidida nos pênaltis. E o uruguaio Martín Silva foi o protagonista ao defender os chutes de Lucas Rocha, Meleán e Alex Silva. O time cruz-maltino marcou com Andrés Ríos, Yago Pikachu e Wellington e ganhou por 3 a 2.


Claudio Bravo – Seleção do Chile Pelas semifinais da Copa das Confederações de 2017, o goleiro do Chile defendeu os arremates dos portugueses Ricardo Quaresma, João Moutinho e Nani (assim como Fábio fez contra o Santos). Os chilenos balançaram a rede com Arturo Vidal, Aránguiz e Alexis Sánchez e fizeram 3 a 0. Na decisão, La Roja acabou derrotada pela Alemanha, por 1 a 0, enquanto Portugal ficou com o terceiro lugar ao vencer o México por 3 a 1.


Gatito Fernández – Botafogo O goleiro paraguaio garantiu para o Botafogo o passaporte para a fase de grupos da Copa Libertadores de 2017. Na terceira fase, contra o Olímpia-PAR, ele defendeu os pênaltis cobrados por Ortiz, Jorge Mendoza e Benítez, colaborando para o triunfo alvinegro por 3 a 1. O detalhe é que Gatito só foi utilizado no segundo tempo, em função de lesão do então

titular Hélton Leite.


Caballero – Manchester City Na decisão da Copa da Liga Inglesa de 2016, Liverpool e Manchester City empataram por 1 a 1, em Wembley, e disputaram o título nos pênaltis. Brilhou então a estrela do argentino Caballero, que sofreu o primeiro gol, de Emre Can, porém pegou os chutes dos brasileiros Lucas Leiva e Philippe Coutinho e também de Lallana. O City, que desperdiçou o primeiro chute com Fernandinho, balançou a rede em arremates de Jesús Navas, Aguero e Yaya Touré. A vitória por 3 a 1 deu aos Sky Blues a quarta taça do torneio.


Hugo – América MG

O goleiro Hugo Miller foi destaque do América na semifinal da Taça BH de Futebol Júnior de 2014. Ele defendeu três cobranças de pênalti contra o Goiás e colaborou com a vitória de sua equipe por 7 a 6, depois de empate por 1 a 1 em 90 minutos. Na final, o Coelho venceu o Atlético por 3 a 2 e conquistou seu último titulo de expressão na base.


Cevallos – LDU O goleiro da LDU de Quito foi o grande carrasco do Fluminense na final da Copa Libertadores de 2008. Conca, Thiago Neves e Washington falharam diante do equatoriano, que ajudou seu time a vencer por 3 a 1 no Maracanã e faturar um título inédito.


Edwin van der Sar – Manchester United Na final da Supercopa da Inglaterra de 2007, o goleiro holandês do Manchester United mostrou sua qualidade para defender pênaltis contra o Chelsea. Ele pegou os três chutes dos Blues – Pizarro, Lampard e Wright-Phillips (a exemplo da façanha de Fábio no Cruzeiro). Já os Red Devils marcaram com Ferdinand, Carrick e Rooney, fizeram 3 a 0 e conquistaram na ocasião o 16º título da competição. No tempo normal, os times empataram por 1 a 1.


Ricardo – Portugal A Seleção Portuguesa contou com tarde/noite inspirada do goleiro Ricardo para vencer a Inglaterra nos pênaltis pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2006. O ‘guarda-redes’ segurou as cobranças de Lampard, Gerrard e Carragher. Portugal marcou com Simão Sabrosa, Hélder Postiga e Cristiano Ronaldo e venceu por 3 a 1. Nas semifinais, a equipe treinada por Luiz Felipe Scolari perdeu para a França por 1 a 0.


Dida – Milan Ídolo do Cruzeiro no fim dos anos de 1990, Dida pegou três cobranças pelo Milan contra a Juventus na final da Liga dos Campeões da Europa 2002/2003. Os rossoneros foram campeões europeus com vitória nas penalidades máximas por 3 a 2.


Marcos – Palmeiras Marcos calou o Mineirão pela Copa Libertadores de 2001, em disputa por pênaltis entre Cruzeiro e Palmeiras, nas quartas de final. O goleiro, que viria a ser pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira, pegou as cobranças do zagueiro Luisão e dos volantes Ricardinho e Marcos Paulo. A Raposa, que ainda viu o armador Jackson chutar por cima, acabou derrotada em casa, por 4 a 3, depois de empate por 2 a 2 no tempo normal.

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