A evolução dos nossos Goleiros aparece a cada dia, com isso os treinamentos específicos se desenvolvem.
Nesse vídeo abaixo, treinamento de propriocepção com o preparador Elvis Souza, atualmente no Guarani – SP, ele mostra bem como devemos abordar esse tipo de treinamento que visa a prevenção de lesões, reconhecimento de localização espacial e também o equilíbrio.
Uma das grandes deficiências de clubes de futebol feminino (e masculino, e possivelmente de muitas outras modalidades esportivas) é a falta de pessoas capazes e/ou dispostas a se aproximar, se comunicar, entender, aconselhar e auxiliar a atleta a esclarecer dúvidas.
É incrível como é normal acontecer de eu ser procurado por atletas que tem dúvidas diversas, às vezes até relacionadas a como agir em situações que não estão lhes agradando dentro de um clube – não por culpa do clube, mas pela falta de diálogo para lhe s explicar porque de certas situações que na maioria das vezes acontece mais por culpa do atleta do que do clube – e com boas e sinceras conversas consigo fazer com que percebam os pontos de erro, de acerto, de qualidades e defeitos e como isso interfere diretamente nas suas atividades. Sou procurado porque dificilmente existe alguém no clube que faça essa função.
Muitas vezes o problema nem é tão grande ou difícil. Muitas vezes a falta de ter alguém para conversar com que se aconselhar é que faz com que uma coisa simples pareça um bicho de sete cabeças.
Claro que são casos e casos, uns mais simples, outros mais complexos, mas ter alguém para dar suporte, dialogar e entender a necessidade do atleta é de extrema importância. E isso está em falta!
O diálogo é peça fundamental no processo de educação e compreensão do indivíduo, tanto como pessoa quanto como atleta.
Diálogo é uma conversação estabelecida entre duas ou mais pessoas, que pretendem transmitir ou partilhar ideias, pensamentos, sentimentos, valores, entre muitos outros aspectos essenciais ao desenvolvimento psicológico, emocional e cognitivo do ser humano.
Educação engloba os processos de ensinar e aprender. É um fenômeno observado em qualquer sociedade. Enquanto processo de socialização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade.
É necessário ter profissionais com este perfil educador, perfil que não é comum quando falamos de futebol feminino.
O educador é aquele que tem conhecimento, que foi adquirido com diálogo, troca de experiências, vivência e até através da pesquisa. É necessário ter a capacidade de admitir que não possui conhecimento de tudo e saber avaliar as atitudes positivas e negativas. E os profissionais relacionados ao futebol feminino são sim educadores, embora nem sempre, ou quase nunca, ajam dessa forma.
Nem sempre a (o) atleta tem esse diálogo dentro de casa e tem (ou deveria ter) nos profissionais com os quais convive boa parte do seu tempo, um ponto de apoio, conversa e ensinamento.
E convenhamos que se o profissional que trabalha com esporte não tem paciência para dialogar e ensinar – e até mesmo educar – então este está no meio profissional errado, afinal as relações humanas são baseadas no diálogo e no esporte não é diferente.
As dúvidas existem e sempre existirão por parte das atletas, afinal muitas delas às vezes estão começando e não têm tanta vivência e experiência quanto os profissionais com os quais estão trabalhando. Logo a dúvida é comum, mas para a tristeza da modalidade mais comum ainda é a falta de diálogo, a falta de paciência e a mania dos profissionais de achar que além de “saberem tudo” as suas atletas não podem errar, questionar e fazer perguntas que as vezes pareçam bobas para os profissionais, mas para as atletas são dúvidas e pronto
Então, que os profissionais lembrem-se da psicologia, da sociologia e principalmente lembrem de que muitos deles estão onde estão hoje porque tiveram pessoas que dialogaram com eles e que em determinado momento de suas vidas foram não só professores ou treinadores, mas principalmente ouvintes, conselheiros e educadores.
Dialogar com suas atletas, seja de equipes de base, seja de equipes adultas, não é algo extra e sim um dever básico de cada profissional e que faz toda diferença não só na formação da atleta, mas também no resultado do trabalho como um todo.
E para finalizar o texto de hoje, deixo algumas perguntas para que vocês respondam: Os profissionais do futebol feminino brasileiro estão dentro do perfil de educadores ou ainda deixam a desejar na questão do diálogo? Os profissionais estão acomodados e precisam mudar de postura?
Olá, pessoal! Hoje trazemos para vocês uma análise cronológica com pouco mais de 10 minutos da temporada 2012/13 do goleiro do Manchester United, David De Gea, o que eu achei interessante nesse vídeo e me fez postá-lo é uma excelente análise de cada partida do goleiro durante a Premier League, juntamente com estatísticas (em inglês, mas fáceis de entender) e alguns comentários dos treinadores durante a temporada um tanto irregular deste jovem goleiro.
O vídeo conta com as defesas e os gols sofridos de uma temporada marcada por uma batalha contra Anders Lindegaard pela titularidade, revela também que De Gea, por conta de saudades de casa quase acertou com um dos dois grandes espanhóis que o queriam em sua meta, o Real porque Casillas se contundiu e o Barça porque Valdés anunciou suasaída.
Mas De Gea foi motivado pelo técnico Sir Alex Fergunson, que mostrou confiança nele e o abençoou, dando-lhe o número 1, Sir Fergunson também, pouco antes de sua aposentadoria disse que De Gea garantiu seu lugar na titularidade da meta do United.
Um vídeo muito interessante e muito bem feito, ficam aqui os créditos para o canal HDGoalie que produziu este excelente vídeo que vocês acompanham logo abaixo:
Sempre falamos que para ser goleiro, nesse caso goleira, precisamos ser guerreiros. Longe de casa muitas vezes precisamos concentrar para o jogo de nossas vidas, deixando para trás festas e amigos, trilhando uma vida de vitórias mas aprendendo muito mais com as derrotas.
Hoje Voa Goleiro trás para vocês amigos, a entrevista com mais uma grande goleira do cenário nacional, com a palavra, Monique Somose:
Jogo futebol desde pequena, mas comecei no clube atlético Juventus em 2004, com 12 anos como jogadora de linha. Em 2006 com 14 anos fui para gol, comecei a trabalhar com o Filipe Souza(atual treinador de goleiras da seleção sub 17)como goleira, e acabei gostando da posição e nesse mesmo ano fui campeã brasileira pelos jogos escolares já jogando na posição.
Em 2009 fui para o nacional/mackenzie e tive a oportunidade de trabalhar com o Bruno Faust e o Marcos Trevizoli,nesse ano fui convocada a primeira vez para seleção sub-20 e tive a oportunidade de trabalhar com o Miguel Ernesto treinador de goleiras na seleção.
No inicio de 2010 fui para um torneio com a Seleção onde tive a honra de vestir a amarelinha pela 1 vez e logo em seguida fui convocada para o Sulamericano sub-20 na Colombia, onde fomos campeãs. Logo depois, me apresentei no foz/cataratas,time de Foz do Iguaçu que estava se criando naquele ano, mais que tinha jogadoras muito boas e experientes e foi aonde fui campeã paranaense e vice campeã da Copa do Brasil, nesse mesmo ano ainda tive a oportunidade de ir para a copa do mundo sub 20 na Alemanha.
Em 2011 voltei para São Paulo e recebi o convite para trabalhar no centro olímpico, trabalhei com o Bruno Faust e o Alessandro Cruz, fui campeã da Copa Mulher e a Goleira menos vazada e vice-campeã no Campeonato Paulista.
Em 2012 fui convocada para a seleção para a disputa do campeonato sulamericano sub-20 em Curitiba, tendo a oportunidade de trabalhar com o João Carlos Gonçalves. Continuei no Centro Olímpico e fui vice campeã da copa do brasil, vice campeã do campeonato paulista e campeã da copa mulher, participei da copa do mundo sub-20 no japão com a seleção.
Em 2013 estou atualmente no Vitória de Santo Antão disputando a Copa do Brasil e trabalhando com o Isaac, mais conhecido como maizena.
Abaixo a conversa que tivemos com a Goleira Monique;
Você diz que começou jogando na linha mas que foi parar no gol. O que te levou para o gol?Mais que isso o que te fez se apaixonar em ser goleira? O que me levou para o gol naquela época foi o fato do time só estar com uma goleira, fui pro gol pra improvisar até por ter uma boa estatura e não ser muito boa na linha, acabei ficando no gol. No inicio não gostava muito de ficar no gol, mais depois fui conhecendo melhor a posição e comecei a gostar dos trabalhos para goleiros,mais no inicio foi bem difícil me adaptar,era algo totalmente novo para mim. Mais peguei um amor a posição, que hoje fica difícil de largar.
Agora jogando longe de casa, o que é mais difícil saudade de casa ou o dia a dia de treinamento árduo no campo?
Acho que a saudade de casa é um pouco mais difícil. Porque o trabalho faz com que você melhore sempre e te motive a querer conhecer melhor os seus limites. Trabalhar forte é uma das coisas q mais me motiva e me dá forças para seguir lutando pelos meus objetivos, mesmo que pra isso eu precise ficar longe da minha família.
Sempre nos apoiamos em pontos fortes para seguirmos em frente, principalmente numa posição em que estamos sujeitos a falhas e criticas, fale para nossos amigos em que você se apoia… Treinamento ou jogo? E por que?
Treinamento com certeza. O treinamento é um espelho do que você ira fazer no jogo, treinando bem e buscando sempre os seus limites,com certeza os resultados nos jogos vão ser bons. Bons treinamentos, refletem bons jogos.
Quais são as características marcantes da Goleira Monique, que você acha que à levou a seleção?
A qualidade técnica e uma boa estatura, isso me ajudou bastante para ir para a seleção. Mais para me manter tiveram outros fatores como a disciplina, comprometimento e muita vontade.
Generalizando, e pensando num âmbito maior que a preparação de goleiras, como você vê o futebol feminino no Brasil hoje em dia?
Eu vejo uma modalidade que precisa de investimento, principalmente nas categorias de base. O Brasil tem atletas capacitados mais falta preparo, estrutura e profissionais para poder colocar esses atletas em nível mundial. Falta incentivo do governo e da mídia. É uma modalidade que tem tudo para crescer! Mais precisa de muito investimento e divulgação.
Finalizando, qual a dica para as goleiras que estão começando e querem trilhar o mesmo caminho que você?
Que não desistam de seus objetivos.No caminho de qualquer atleta vão aparecer dificuldades e empecilhos. Mais só consegue triunfar aquele que for até o fim. E Procurem treinar sempre buscando o limite de vcs,pq só assim vcs poderão chegar a perfeição.
Confiram os melhores momentos da goleira:
O Voa Goleiro deseja muito sucesso e conquistas para goleira Monique e toda sua equipe!
O goleiro do TSV 1860 Munchen II marcou, no último dia 23, um golaço de muito longe em jogo válido pela Regionalliga alemã. O goleiro dominou uma bola rebatida de uma falta e mandou um chutão, creio eu, procurando um cruzamento, mas que pegou o goleiro adversário muito mal posicionado esperando o quique da bola, o problema foi que a bola quicou e cobriu o mesmo indo parar no fundo das redes.